Os Jardins Verticais são a solução ideal para a falta de espaço, seja no exterior ou no interior dos edifícios. As soluções são diversas e muito criativas! Residências, hotéis, hospitais, centros comerciais e muitos outros procuram, cada vez mais, este conceito.

Além de promoverem a biodiversidade e de funcionarem como habitat para muitos animais, os Jardins Verticais contribuem para a melhoria da qualidade de vida do Homem tornando-a um pouco mais Green.

Os autores diferenciam Fachada Verde e Parede Viva. O primeiro termo refere-se aos jardins verticais que necessitam de substrato para o desenvolvimento das suas plantas. O segundo termo refere-se aos que funcionam na parcial ou ausência de substrato.

Parede Viva é um termo difundido, há cerca de 30 anos atrás, pelo botânico Patrick Blanc, o responsável pela introdução do “mur végétal”. O mur végétalpermite o desenvolvimento das plantas ao longo de uma parede vertical em substrato mínimo ou mesmo inexistente, sendo um sinónimo de Parede Viva. 

No texto que se segue, irás conhecer alguns exemplos de Jardins Verticais, projetados por especialistas (inter)nacionais nomeadamente botânicos, arquitetos e arquitetos paisagistas.

casa de Patrick Blanc, situada em Paris e projetada pelo arquiteto Gilles Ebersolt da Vertical Garden Patrick Blanc (VGPB), é um dos exemplos mais inovadores. A casa-jardim integra uma parede viva no interior, onde existe um grande aquário com plantas aquáticas, e outra no exterior que envolve as fachadas do pátio central do edifício. 

Patrick Blanc’s Home, Paris. Autor. Patrick Blanc.

Ainda em Paris, o Quai Branly Museum integra dois jardins verticais, um exterior e um interior num dos escritórios. Os jardins foram projetados pelo arquiteto Jean Nouvel da VGPB.

Jardins Verticais do Quai Branly Museum, Paris. Autor: Patrick Blanc.

Em Berlim, no Dussmann das Kulturkaufhaus, podemos observar uma Parede Viva interior que integra perfeitamente o design do espaço, projetada pelo arquiteto Alain Guigonis da VGPB.

Parede verde interior do Dussmann das Kulturkaufhaus, Berlim. Autor: Patrick Blanc.

Na Trafalgar Square, em Londres, a arquiteta paisagista Shelley Mosco recreou a pintura “Wheat Field with Cypresses” de Van Gohg, através de uma parede vertical composta por diversas espécies de plantas. 

Recreação da pintura “Wheat Field with Cypresses” de Van Gohg. Autor: Artistic miscellany, Jenny Kingsley

O Jardim Vertical localizado no pátio do Hotel Modera em Portland (Oregon) foi projetado por Jameson Skaife, tendo como conceito a particular paisagem do noroeste dos Estados Unidos. Os afloramentos rochosos, a floresta e a cidade foram representados por meio de um conjunto de quadrados com diversas cores e texturas, compostos por madeira e plantas nativas ornamentais, proporcionando alimento e habitat a diferentes mamíferos, aves e insetos.

Plano de plantação do Jardim Vertical do Hotel Modera, Portland. Autor: Jameson Skaife.

No Sofitel Palm Jumeirah, Dubai, foi projetado um corredor com jardim vertical pelo arquiteto Mirk da VGPB. Foram utilizadas plantas de diferentes espécies, como a Alocasia ‘Bambino Arrow’, o Anthurium andraeanum, a Columnea arguta, a Dischidia ruscifolia, a Hoya bella, a Rhipsalis grandiflora, a Ludisia discolor, o Adiantum caudatum, o Platycerium veitchii, entre muitas e muitas espécies.

Sofitel Palm Jumeirah, Dubai. Autor: Patrick Blanc.

Em Sydney, Austrália, destaca-se o jardim vertical do One Central Park, projetado pelo arquiteto Jean Nouvel da VGPB.

Projeto do One Central Park. Autor: Patrick Blanc.

One Central Park, Sydney. Autor: Simon Wood.

Um dos exemplos mais notáveis em Portugal é, sem dúvida, o jardim vertical do Dolce Vita Lisboa, projetado pelo arquiteto RTKL da VGPB.

Parede Verde do Dolce Vita Lisboa. Autor: Patrick Blanc.

Na mesma cidade, também as Natura Towers merecem reconhecimento, um empreendimento da autoria do gabinete português de arquitectura JPG. Os jardins verticais dos edifícios incluem Fachadas Verdes no interior das duplas fachadas de vidro, compostos por espécies como Parthenocissus quinquefolia, Hedera helix, Passiflora vitifolia, Lonicera japonica e Clematis cirrhosa. As Paredes Vivas estão presentes quer nas duas faixas centrais a toda a altura dos edifícios, quer no muro de suporte ao nível do espaço exterior que faz também a ligação entre as duas torres.

Natura Towers, Lisboa. Autor: Natura Towers.

No nosso país, ainda pouco se conhecem os Jardins Verticais, no que diz respeito a informação, técnicas, plantas, materiais e qualidade/preço. É um tema pouco explorado/ensaiado por profissionais, havendo poucos exemplos; a situação atual do país também não o permite mas existem soluções bastante económicas e benéficas que poderiam ser experimentadas. Neste sentido, deixo aqui um lembrete para que haja mais ação e, sobretudo, criatividade e inovação!

Rita Basto, Green

Bibliografia (texto e imagens):

  • Jameson Skaife. Adventures in Landscape. Disponível em: http://cargocollective.com/jamesonskaife/Greenwall-Analysis_Hotel-Modera. Acesso a 28 de Junho de 2016.
  • Patrick Blanc. Vertical Garden Patrick Blanc. Disponível em: http://www.verticalgardenpatrickblanc.com. Acesso a 28 de Junho de 2016.
  • Nature Towers. Disponível em: http://naturatowers.msf-turim.pt. Acesso a 28 de Junho de 2016.
  • Sousa, Rogério Basto de. Jardins Verticais – um contributo para os espaços verdes urbanos e oportunidade na reabilitação do edificado. Trabalho Final de Mestrado submetido à Universidade Lusófona do Porto como requisito para a obtenção do grau de Mestre em Arquitectura no curso de Mestrado Integrado em Arquitectura. Porto, 2012.
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